O MEC (Ministério da Educação) confirma que houve problema de impressão nos cartões de resposta das provas do Enem aplicadas em todo o país. Segundo a assessoria do ministério, o cabeçalho está invertido - onde deveria estar escrito "ciências da natureza", lê-se "ciências humanas". O problema não afeta as respostas nem a aplicação da prova, segundo os assessores da pasta.
Além disso, várias pessoas disseram ter percorrido longas distâncias - até 60 km - para fazer a prova, e muitos culparam esse problema por atrasos ao chegar no local de prova. Em São Paulo, a reportagem verificou ao menos cinco pessoas que foram barradas por haverem chegado depois do fechamento dos portões.
Minas Gerais
Um candidato ao Enem trocou socos com seguranças na porta do Centro Universitário Newton Paiva, no bairro de Nova Granada, em Belo Horizonte, neste sábado. De acordo com a Polícia Militar, que foi acionada, a briga aconteceu porque o rapaz entrou pelo portão errado. Como faltavam poucos minutos para o fechamento dos portões, ele não teve tempo de chegar à entrada certa, que dava acesso ao local de prova. Com raiva, partiu para cima de um dos seguranças e foi imobilizado.
São Paulo
Na faculdade Uninove, na Barra Funda, região oeste da capital paulista, os seguranças fecharam o acesso às 13h03min, oito minutos depois do estipulado. A candidata Elisângela Bigan, 34, chegou um minuto atrasada. Chorando, ela reclamou do local distante onde foi designada para prestar o exame - 40 km de sua casa. "Eu moro no Carrão (zona leste de São Paulo) e me colocaram para fazer a prova neste fim de mundo. Dá mais de 40 km até aqui.
Elisângela e muitas outras pessoas acabaram deixando o carro no meio do caminho e correram para a entrada da escola. Houve alunos se jogando debaixo do portão enquanto ele era fechado para conseguirem passar. A estudante Camila Santos Silva, de 18 anos, ficou do lado de fora e não conseguiu entrar na prova.