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Engenheiro da CEEE admite defeitos em excesso, mas relata limite logístico

Companhia ainda registra 23,6 mil locais sem luz no Estado

As consequências do temporal que atingiu o Rio Grande do Sul há dois dias ainda resistem. Um rastro de escuridão deixado em solo gaúcho apontou que mais de 640 mil pontos ficaram sem luz. Nesta quinta-feira, o transtorno foi diminuído, mas a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) ainda registra 23,6 mil locais sem energia elétrica e a AES Sul os afetados caíram para 11 mil. O assistente-executivo da gerência de distribuição da empresa, Ricardo Munhoz da Rocha, admitiu defeitos em excesso, mas relatou limite logístico para conserto dos problemas. "Em decorrência desse temporal, não podemos deslocar equipes de uma cidade para outra, por exemplo. Os transtornos foram generalizados. Nós quintuplicamos o nosso quadro de funcionários nas ruas", disse em entrevista à Rádio Guaíba.

O temporal serviu como uma espécie de divisor de águas para CEEE, segundo Munhoz. "Já enfrentamos algo semelhante em Águas Claras, mas nós registramos problemas em praticamente toda área de concessão. Tivemos muitas reclamações sobre galhos de árvores e sobre postes que quebraram. Vamos fazer um estudo para que isso não se repita, mas adianto que seria necessário trocar o modelo de rede, usar postes de concreto e promover a colocação de condutores isolados (ecológicos)", explicou.

Enquanto moradores de Porto Alegre reclamam da falta de luz e a CEEE convive com a instalação de um inquérito do Ministério Público que irá questionar as deficiências da empresa, o engenheiro salientou que a companhia está fazendo o possível para regularizar a energia elétrica. "Elaboramos plano a curtíssimo prazo para ver o que a gente pode
fazer para aumentar o atendimento para esses pontos que estão sem atendimento, mas existe uma limitação de logística", reiterou.

Assim como o presidente da CEEE, Sérgio Dias, o assistente-executivo de distribuição também descartou a colocação de redes subterrâneas. Dias disse que a medida poderia encarecer a tarifa, mas Munhoz elencou uma nova justificativa. "Já existme tecnologias para isso e temos que retirar fios nus. A rede ecológica ou rede protegida já existe na Salvador França e em outros lugares. O fio tem uma cobertura isolante. Ele evita o curto em fases porque conta com um cabo de aço que segura os fios. Essa rede é tão confiável quanto a subterrânea e é de fácil manutenção", argumentou. 

Investimentos em distribuição


Ricardo Munhoz projetou investimentos na linha de distribuição da CEEE e na colocação de novas subestações em Porto Alegre. O município deve receber ao menos 11 novos locais. "Temos um bilhão para que será destinado para a distribuição. A cidade conta com 150 alimentadores e pretendemos colocar mais 78 em 2013. Dessa forma, descentralizamos o problema e poderemos resolver com maior facilidade", acrescentou.


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