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Engenheiro defende leis específicas para escadas rolantes no RS

Delegada ouvirá nesta terça testemunhas de morte de menina em shopping de Canoas

Criança de três anos morreu após cair de uma escada rolante no Shopping e Canoas
Criança de três anos morreu após cair de uma escada rolante no Shopping e Canoas Foto : André Ávila
O presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos (Abemec/RS) avaliou, em entrevista à Rádio Guaíba nesta segunda-feira, que escadas rolantes não foram desenvolvidas para receber crianças. Luciano Grando orientou que nem do colo dos pais os meninos e meninas devem subir ou descer pelos equipamentos. Ele admite que faltam informações e defendeu que sejam criadas leis específicas orientando usuários no Rio Grande do Sul.

Grando disse que não há quadro técnico nos municípios em número adequado para fiscalizar. Ele defende que as leis sejam municipais e que os administradores exijam a manutenção dos equipamentos. Porto Alegre, segundo ele, soma até 20 mil escadas rolantes e elevadores em operação.

Na sexta-feira, em Canoas, uma menina de cinco anos morreu depois em acidente com o equipamento instalado no Shopping Canoas. No começo de abril, um menino de quatro anos teve três dedos amputados após prender a mão na escada rolante do Shopping Total, em Porto Alegre.

Para o engenheiro, devem ser afixados avisos recomendando que, além de crianças, adultos com problemas de mobilidade evitem usar os equipamentos. Ele explicou que, além dos riscos de esmagamentos e cortes, os equipamentos podem parar com a falta de luz e a pessoa se desequilibrar. Além disso, a roupa pode se prender.

Delegada deve ouvir testemunhas a partir desta terça

Ainda sem adiantar a possibilidade de haver indiciados pela morte da menina Luiza Igarcaba Marques, de três anos, a titular da Delegacia da Criança e do Adolescente de Canoas, Priscila Salgado, pretende ouvir a partir desta terça-feira as testemunhas do caso. "É preciso se ter muito cuidado na condução desse inquérito", ponderou.

A policial confirmou que o shopping forneceu as imagens do acidente, que uma reconstituição do caso foi feita nesta segunda-feira e que as perícias já foram requisitadas pela Polícia Civil. Nas gravações, segundo a delegada, fica claro que o socorro prestado pelos seguranças do local foi imediato e que a menina entrou na escada rolante em um momento de descuido dos pais. "Existe a possibilidade de que alguém seja responsabilizado, mas por enquanto estamos tratando o caso como uma fatalidade", afirmou. Ainda conforme a policial, a perícia preliminar apontou que não havia problemas mecânicos no equipamento.


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