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Enquanto Capital vive crise hospitalar, sobram leitos na Região Metropolitana

Vagas suscitam o debate sobre atendimentos em Porto Alegre

Leitos vazios na Região Metropolitana suscitam o debate sobre atendimentos na Capital
Leitos vazios na Região Metropolitana suscitam o debate sobre atendimentos na Capital Foto : Pedro Revillion
Enquanto as emergências hospitalares públicas da Capital vivem em constante colapso devido à superlotação, as principais unidades de atendimento da região Metropolitana enfrentam outra realidade. Ao contrário de dezenas de pacientes amontoados em macas e cadeiras, algumas emergências dispõem de 35% dos leitos vagos.

A discrepância das realidades abre um importante debate. Ao justificarem a superlotação, os gestores dizem que muitos pacientes atendidos são da região Metropolitana. Assim, nos hospitais dos municípios de origem a busca é inferior. Na manhã dessa quarta, por exemplo, o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, que tem na emergência 40 leitos, mantinha 26 pacientes em atendimento. Esta é a média diária, que representa pouco mais de 65% da ocupação total.

Na emergência do Hospital São Camilo, em Esteio, a demanda é mais próxima da capacidade. Para 23 leitos, estavam em atendimento, nessa quarta, 17 pacientes. No Hospital Centenário, de São Leopoldo, a emergência abriga, em média, 40 enfermos por dia e, com isso, sobram oito leitos. Em Gravataí, no Hospital Dom João Becker, a emergência funciona dentro da capacidade: 18 leitos. A unidade tem característica própria, que é a de atender à demanda de pacientes vindos de Glorinha e de Santo Antônio da Patrulha. No Padre Jeremias, em Cachoeirinha, as acomodações são suficientes para a demanda: 12 leitos, seis para adultos e seis para crianças.

O Hospital de Alvorada era o único que apresentava procura maior que a demanda. Com seis leitos na área adulta, nove pacientes estavam em atendimento. Na ala pediátrica, os seis leitos estavam ocupados. A gerente administrativa Angélica Conrad, disse que o fato de muitos pacientes buscarem atendimento diretamente em Porto Alegre é uma questão cultural. "Ao invés de ir a um posto de saúde, acham que terão um atendimento melhor em um hospital, sem contar que alguns preferem se dirigir até Porto Alegre", comentou.

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