A direção do Hospital Beneficência Portuguesa garante que, até esta sexta-feira, não foram enviados pacientes provenientes de outras emergências de Porto Alegre. Desde a quarta-feira, o hospital voltou a atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS), após ficar quase dois meses sem o atendimento, enquanto um novo convênio com a prefeitura de Porto Alegre era firmado.
São 79 leitos, mas apenas um está ocupado por um paciente que saiu da UTI do Beneficência. A ocupação dos espaços seria um alívio para as demais emergências da Capital, que enfrentam superlotação. Caso do Hospital de Clínicas, que tem 131 pacientes para 49 vagas. A emergência do Hospital Conceição tem 128 internados em um espaço onde caberiam apenas 50, e na Santa Casa, a emergência para adultos tem 27 pacientes para apenas oito leitos.
Marco Antônio Baldo, diretor superintendente do Beneficência Portuguesa, diz que a ociosidade do hospital não é um problema ocasionado pela Central de Regulação de Leitos da Secretaria Municipal da Saúde. Para ele, o hospital ainda não tem pacientes porque o sistema do SUS é dessa forma mesmo e a ocupação de uma ala hospitalar não acontece “com a rapidez que se imagina”. Baldo ainda garante que não há nenhum contratempo.
O secretário adjunto da Saúde, Marcelo Bósio, afirma que o Hospital Beneficência Portuguesa, por não possuir emergência, não tem “porta aberta” para qualquer paciente. Ele presta um serviço de retaguarda para o SUS, com leitos de internação. Os pacientes serão encaminhados pelos hospitais, pela Central de Regulação de Leitos ou pelas Unidades Básicas de Saúde. Somente irão para o Beneficência pacientes que foram atendidos pelas emergências, estabilizados, e que necessitem de internação clínica ou na UTI.
Enquanto emergências enfrentam superlotação, Beneficência está com leitos vazios
Ociosidade seria causada pelo sistema de regulação de leitos<br />