Na atividade, em Brasília, o senador Paulo Paim (PT-RS), proponente da sessão, recorreu a seu exemplo pessoal, que trabalhava como vendedor de frutas em feira livre e se tornou ferramenteiro, por meio de um curso do Senai. "O próprio ex-presidente Lula, que expandiu o Ensino Técnico Profissionalizante, se tornou metalúrgico, após fazer um curso do Senai", observou Paim.
O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Pacheco, também elogiou o destaque recebido nos últimos anos pelo Ensino Técnico. "Só na rede federal, já investimos mais de R$ 1 bilhão. Saímos de 140 escolas para mais de 400 e de 113 mil para 400 mil matrículas em cursos Técnicos e Superiores. Mas ainda há muito o que fazer", disse.
Por meio do programa "Brasil Profissionalizado", o MEC repassou R$ 1,5 bilhão a 23 estados, para a construção de 176 escolas Técnicas estaduais e para reforma ou ampliação de outras 543. Além disso, tramita no Congresso o "Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego" (Pronatec), lançado em abril pela presidente Dilma Rousseff.
A história da rede federal começou em 1909, quando o presidente da República, Nilo Peçanha, criou as primeiras 19 escolas de aprendizes e artífices.