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Entidade representante de cabos e soldados rejeita proposta do Governo do Estado

Projeto será votado na Assembleia nesta terça-feira

O presidente da Associação dos Cabos e Soldados, Leonel Lucas, falou nesta terça-feira à Rádio Guaíba, sobre o projeto de reajuste salarial da categoria que deve ser votado na Asssembleia Legislativa nesta quarta-feira. Ele sustentou que mais de 20 mil servidores serão prejudicados, caso a medida seja aprovada. "A Brigada Militar está sendo dividida mais uma vez", disse.

Em reunião com deputados da base aliada, durante a manhã, o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, comunicou que o governo do Estado aceitou a proposta dos parlamentares governistas para viabilizar a aprovação do pacote da Brigada Militar.

Foi concedido um abono para compensar as perdas de 1.360 policiais militares das categorias intermediárias que teriam um aumento da contribuição previdenciária. Mas, segundo Lucas, essa emenda não contempla a maioria que teria prejuízo no contracheque. Ele informou que o desconto representa cerca de R$ 50, referente a 11% de contribuição para a previdência e mais 2% para um fundo de aposentadoria.

Segundo o soldado Lucas, o PMDB garantiu a ele que votará contra a matéria. O deputado Paulo Borges disse à Rádio Guaíba que o seu partido, o DEM, está observando as modificações e não as considera justas, porque não beneficia toda a categoria.

A proposta do governo do Estado prevê um aumento de 19,9% para os cargos mais altos da Brigada – capitão, major, tenente-coronel e coronel – e de 5% para os demais cargos. O soldado Lucas disse que o [comandante da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, João] "Trindade usa a mesma farda que eu uso, a única diferença é a estrela".