Os médicos gaúchos farão assembleia estadual na quarta-feira, em Porto Alegre, para discutir ações. O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul definiu o programa como "demagógico" e "eleitoreiro". Para a Fenam, o Mais Médicos é exploração e precarização do trabalho, além disso, a entidade critica a contratação de médicos formados em outros países sem que sejam aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida). “Abster-se do Revalida é mais um artifício em manter mão de obra escrava, pois o profissional fica retido em uma certa localidade, sem poder se afastar", ponderou o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira.
Outra nota divulgada por várias entidades médicas, entre elas o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira, diz que a vinda de médicos estrangeiros sem aprovação no Revalida é uma medida irresponsável e expõe a parcela mais carente e vulnerável da população aos riscos decorrentes do atendimento de profissionais mal formados e desqualificados. As entidades também ressaltam que o formato de contratação de médicos é "sem garantias trabalhistas expressas, com contratos precários e com uma remuneração não compatível com a responsabilidade e exclusividade”.
Os médicos ainda desaprovam a criação do segundo ciclo do curso de medicina, medida que vai exigir a atuação de alunos que entrarem no curso de medicina a partir de 2015 por dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma. “Trata-se de mais uma forma de exploração do governo quando aborda a extensão do curso de medicina, pois as últimas etapas da graduação exigem o estágio e, após a graduação, o formando ainda dedica de três a cinco (anos) em especializar-se em uma residência médica”, apontou Ferreira.
A entidade divulgou que na quinta-feira se reunirá com todas as lideranças sindicais do país. O encontro vai traçar os próximos passos do movimento contra o Mais Médicos sem descartar ações judiciais e uma possível greve.