Depois de um início de reunião agitado, em que a direção do hospital solicitou que os jornalistas se retirassem do encontro, o pedido foi reavaliado e Duarte explicou que no local há falta de médicos para as escalas da emergência pediátrica e centro obstétrico. Além disso, o centro cirúrgico está parado por falta de anestesistas e mais de cem
pacientes aguardam por cirurgia nas equipes cirúrgicas, conforme o vereador. Ele contou que a emergência pediátrica do hospital possui apenas 9 médicos, quando o ideal seria 21. “A situação tomou essa proporção a partir da demissão de servidores da Fundação Universitária de Gastroenterologia (Fugast)”, revelou o parlamentar, acompanhado da vereadora Fernanda Melchionna (PSOL).
A informação foi rebatida pelo ex-secretário Municipal de Saúde, e servidor do HPMIV, Carlos Henrique Casartelli. De acordo com informações repassadas por ele, de 2010 até este ano, mais 275 funcionários ingressaram na instituição. “O governo de Porto Alegre foi heroico ao não fechar o hospital quando houve municipalização, retirada dos funcionários da Fugast e aposentadoria dos servidores federais e muitos avanços podem ser percebidos nesta instituição”, explicou Casartelli. A opinião foi compartilhada pela diretora do HMIPV, Maria Isabel Bittencourt.
Para o atual secretário de Saúde de Porto Alegre, Marcelo Bósio, não é admissível usar as limitações do HMIPV para tentar tirar vantagens políticas. Segundo ele, existem problemas no hospital, mas as dificuldades já estão sendo tratadas pela prefeitura. “Somente nessa terça-feira foi anunciada a contratação de 276 novos servidores para a área da saúde e destes 44 para o Presidente Vargas. São 22 médicos, três enfermeiros, 15 técnicos de enfermagem, dois bioquímicos, um administrador e um engenheiro civil. Isso deve minimizar a situação, que foi apresentada pelo vereador Duarte para se aproveitar do momento político”, esclareceu Bósio.