Em março de 2010, o governo do Estado e a Prefeitura de Guaíba anunciaram um grande investimento para a área que seria da Ford. Seis empresas firmaram protocolo de intenções, totalizando, na fase inicial, a aplicação de R$ 657 milhões e a geração de 1,8 mil empregos diretos. Na época, havia a expectativa de que alguns desses empreendimentos entrassem em operação no começo de 2011. Entre as empresas estavam a joint venture formada pela Borrachas Vipal (Nova Prata) e Fate (Argentina); International Pet (ração para animais); e Renobrax (do segmento metalmecânico). Porém, os projetos acabaram não se concretizando.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Guaíba, Cleber da Costa Quadros, explica que há um trabalho forte para a atração de empresas e a ocupação da área. Ele pondera que muitos negócios não evoluíram pela falta de infraestrutura e por demora de licenças. “Entraves tornaram os investimentos não interessantes para os empresários, que acabaram recuando. É isso que estamos tentando evitar agora”, afirma, citando o caso de 2010.
Quadros aponta como um dos atrativos do terreno o posicionamento estratégico. O distrito está localizado às margens da BR 116, o que torna fácil o acesso ao Interior e aos países do Mercosul. Outra parte está às margens do Guaíba, permitindo o transporte marítimo. Outra característica peculiar da região é a proximidade com a Capital. “Uma parte do terreno tem se consolidado como um complexo automotivo, como era para ser inicialmente”, comenta Quadros.
Entraves impedem projeto de 2010 para revitalizar área do terreno
Seis empresas chegaram a assinar protocolo de intenções