Uma série de questionamentos foram enviados às quatro empresas que manifestaram interesse, em abril, na confecção do projeto. “Queremos avaliar melhor os riscos. Qualquer estudo a mais que estamos fazendo agora garantirá uma maior eficiência na execução do projeto”, diz Ribeiro. A previsão de abertura do edital de licitação para a obra foi mantida. A expectativa era publicar documento no primeiro semestre do próximo ano. O que mudou foi o mês. Antes, a intenção era finalizar até março. Agora, o cronograma trabalha com o mês de junho. “O impacto disso em uma obra de quatro anos é mínimo. Esses estudos darão mais eficiência à obra e talvez até façam com que ela ocorra em menos tempo”, assegura Ribeiro.
A prefeitura teme que um embargo semelhante ao que ocorreu em Curitiba aconteça na Capital. Em agosto, o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) suspendeu o andamento da licitação da obra por irregularidades. O órgão cobrou detalhamentos que não constavam no edital, cuja abertura estava prevista para o dia 25 do mês passado. A cautelar foi emitida no dia 22. “O que questionam em Curitiba é que o processo avançou rápido demais, sem estudos preliminares. Estamos trabalhando para que isso não ocorra aqui”, informou Ribeiro.
Na semana passada, o Ministério das Cidades, ao questionar a Prefeitura de Porto Alegre quanto ao andamento do projeto, foi informado sobre a mudança no cronograma. O prefeito José Fortunati, em declaração no último sábado, afirmou que é “mais seguro” atrasar os trabalhos agora do que “fazer o projeto a toque de caixa e ter problemas como Curitiba”.
Cenário eleitoral não preocupa para obra
A prefeitura não teme perder a previsão de recursos oriundos do poder público para a execução da obra, mesmo que os atuais presidente e governador não sejam reeleitos. A obra está orçada em R$ 4,8 bilhões, sendo R$ 1,77 bilhão do governo federal a fundo perdido e R$ 1,08 bilhão do governo do Estado. A prefeitura investirá R$ 690 milhões e a empresa vencedora da licitação para a construção do metrô, R$ 1,3 bilhão. O Paço Municipal arcará ainda com uma contra-prestação anual de R$ 20 milhões por 25 anos.