Os PMs saíram do Monumento ao Expedicionário pouco depois das 16h para a entrega das primeiras oito notificações. Segundo o capitão Ederson Trajano, que comandou a ação, as notificações da tarde de ontem foram distribuídas nos bairros Bom Fim e Floresta. Mesmo morando em apartamento, os PMs pediram para o notificado descer e receber o documento na entrada do prédio.
Na primeira residência, uma apartamento na rua Ramiro Barcellos, o motorista não estava em casa. A notificação foi assinada por um responsável e encaminhada ao Detran. “Além dessa possibilidade, levantamos mais três hipóteses: o condutor aceita e assina o documento, o notificado não assina o documento”, disse o capitão. “Além disso, ele pode ter se mudado e não informou ao Detran.”
Se a pessoa não está em casa, os PMs tentarão entregar por mais três vezes em turnos alternados. Um dos problemas que pode ocorrer com maior frequência é a infração ter sido cometida por outra pessoa que não o proprietário do veículo. Mas, como no Detran o nome é deste, a multa vai para o dono do carro.
Foi o que ocorreu na segunda entrega feita pelos policiais militares. Uma idosa de 73 anos estava com pontos excedentes em sua CNH e pediu para não ser identificada. No entanto, quem dirige é o seu filho, mas os pontos foram para ela. Ao ser informada pelos PMs, ela demonstrou surpresa e disse que o filho é quem dirige o carro. A idosa ligou para o filho e, depois de dar uma pequena bronca, contou o que ocorreu. O filho orientou-a a não assinar a notificação. Ele terá que ir ao Detran e assumir as infrações. Após o caso resolvido, a idosa entrou na residência, mas antes desejou “bom trabalho” aos PMs e aos repórteres que acompanhavam a entrega.
Em uma outra entrega, na rua Vasco da Gama, os policiais militares foram informados de que a pessoa notificada nunca morou naquele endereço. Os PMs disseram que irão investigar, pois o condutor procurado pode ter dado um endereço falso na hora em que foi fazer a CNH.