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EPTC é pressionada para aumentar frota de ônibus à noite em Porto Alegre

Cappellari garante que empresas vêm cumprindo exigências para melhorar serviço de ônibus

Empresários cobram ampliação de horários de ônibus para trabalhadores noturnos
Empresários cobram ampliação de horários de ônibus para trabalhadores noturnos Foto : Ricardo Giusti / CP Memória
Em reunião nesta segunda-feira, às 14h, empresários dos setores de alimentação e hospedagem vão pedir à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) que amplie os horários de ônibus noturnos em Porto Alegre. O objetivo é facilitar o retorno de trabalhadores de bares, restaurantes e hotéis para casa, durante as noites e madrugadas. O pedido parte dos sindicatos de Hospedagem e Alimentação (Sindha) e de Hoteis de Porto Alegre (SHPOA), que alegam que a escassez de transporte público à noite é um dos maiores desafios para a contratação no setor.

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, comentou que a linha Balada Segura (C4), que passa pelos bairros Cidade Baixa e Moinhos de Vento, foi criada em 2011 para atender a demanda de funcionários e frequentadores de casas noturnas. Ele admite, porém, rever a necessidade de ampliar trajetos ou horários. “Já foi feita uma reivindicação pelo sindicato sobre os bairros Moinhos de Vento, Rio Branco e Floresta, que teriam dificuldades de atendimento, e a gente fez uma linha circular para atender a área durante a madrugada, entre 1h e 5h. Vou recebê-los e verificar quais pontos seguem com dificuldades para tentar atender”, afirmou.

Qualidade e tarifa dos ônibus

Nessa semana, Cappellari garantiu que os requisitos do edital de licitação para melhorar o sistema de ônibus estão sendo implementados dentro do prazo previsto, por parte das empresas responsáveis. Embora o número de veículos acrescentados à frota seja pequeno, há previsão de substituição gradual dos carros mais antigos. Quanto à superlotação em horários de pico, o titular da EPTC afirma que já foi cumprida a meta de reduzir de seis para quatro a média de passageiros por metro quadrado.

A etapa em andamento é de instalação de câmeras e equipamentos GPS para que os usuários possam monitorar a frequência dos trajetos. “Várias melhorias já foram feitas. Agora estamos na parte de segurança, instalação de câmeras em todos os 1.715 veículos e também o GPS, para controle nosso e informação ao usuário. Temos sete indicadores de qualidade e verificamos que o índice de regularidade do sistema tem melhorado bastante, principalmente nos últimos 90 dias. É um processo que está em implementação, de todas as exigências do edital”, garantiu.

A tarifa subiu de R$ 3,25 para R$ 3,75 desde o início do ano, em razão dos investimentos que as empresas alegaram terem sido necessários, para atender às regras do edital, além do reajuste anual dos funcionários. Apesar de reconhecer o custo elevado da passagem, Cappellari manifesta preocupação com a queda do número de passageiros nos últimos meses. A redução, atribuída principalmente à crise econômica nacional, foi de 7% em relação ao ano passado.