A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) apresentou, em audiência pública realizada nesta segunda-feira, as diretrizes e ações para o Plano Diretor de Mobilidade Urbana. O evento contou com a presença do vice-prefeito Sebastião Melo, do diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, além de representantes de entidades dedicadas ao tema que pretende determinar diretrizes para melhorar a locomoção nos municípios. As principais requisições dos 39 contribuintes presentes foram em relação a melhoras no transporte coletivo e nas condições de circulação para pedestres e ciclistas.
O objetivo foi a apresentar o plano e coletar de subsídios para a conclusão do trabalho, atendendo à Lei Federal 12.587, que estabelece os princípios, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Os técnicos da EPTC ressaltaram, entre outros pontos relevantes, o alto número de pessoas que vêm da região para Porto Alegre e a necessidade de um plano em parceria com as cidades da Região Metropolitana, para garantir um sistema mais racionalizado e com uma maior segurança e qualidade na circulação. Um dos pontos citados foi o elevado número de viagens que as linhas de ônibus, urbanas e metropolitanas, fazem até o Centro. Conforme levantamento da EPTC, são mais de 30 mil por dia.
Outro tópico proposto foi a necessidade de ampliar o investimento em transportes alternativos, como ciclovias e catamarã, integrando com os demais modais da cidade. A audiência teve a inscrição de 39 pessoas que sugeriram pautas e apontamentos. Os temas mais tratados pelos participantes foram a qualificação do transporte coletivo e ações do poder público que priorizem os pedestres e o incentivo à bicicleta.
Conforme Cappellari, a principal meta do encontro foi alcançada. “Nessa etapa queríamos ouvir as pessoas, receber sugestões. Em nossos projetos, a prioridade é o pedestre, o transporte coletivo e o transporte não-motorizado. Essas são as diretrizes básicas e o foco do Plano de Mobilidade. Entretanto, o debate não se encerra aqui. Encaminharemos o documento completo para a Câmara de Vereadores e seguiremos ouvindo as pessoas”, declarou.
Sebastião Melo ressaltou o tempo de elaboração, de dois anos, e a complexidade do trabalho. “Mobilidade é um tema de alta complexidade. Toda e qualquer ação nessa área mexe com a vida das pessoas, com a rotina. Ao longo dos anos, houve um crescimento absurdo da frota de veículos nas grandes cidades. Além disso, há uma tendência de as pessoas procurarem as capitais para trabalho ou para morar. Esse plano é importante para isso, para criar uma diretriz de como a cidade vai ser no presente e no futuro”, finalizou.
EPTC apresenta Plano Diretor de Mobilidade Urbana em audiência Pública
Principais sugestões dos 39 presentes foram relacionadas a transporte coletivo