Junto à casa de máquinas, o assessor executivo da presidência da empresa de trens, Carlos Augusto Belolli, explicou que a abertura de uma comporta, sem aviso, pelo Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) resultou na inundação rápida do local, sobrecarregando as duas bombas, o que ocasionou a queima de uma delas. Outro fator que contribuiu foi o grande volume de lixo que se alojou na área. “Como não tínhamos chuva há dois meses, estávamos fazendo a reforma no local. Havia dois equipamentos em pleno funcionamento e outro de reserva. No entanto, como o DEP abriu a comporta, a demanda aumentou muito e alagou os trilhos”, avaliou.
Belolli projeta que diariamente 190 mil usuários utilizam o trem como meio de transporte. Segundo ele, a casa de bombas construída para atender a bacia rodoferroviária antes do início da operação comercial, em 1985, construída pela Trensurb, foi projetada para dar conta de drenagem da área específica da avenida Sertório com a avenida Voluntários da Pátria que compõem a bacia. Embora tenha uma comporta que permite auxiliar na drenagem da área do DC Navegantes, não foi projetada para suportar o esgotamento pluvial daquela região.
No entanto, o DEP, por meio de nota oficial, esclareceu que a casa de bombas da Trensurb é de responsabilidade e operação da empresa de trens urbanos. Portanto, “o DEP não tem nenhuma responsabilidade sobre o funcionamento desta casa de bombas”. “Há quatro meses o DEP reuniu-se com a direção do Trensurb para alertar sobre a insuficiência desta casa de bombas e a necessidade de reforma e ampliação deste equipamento de
drenagem, o que ainda não foi feito”, constava no comunicado.
Conforme a Trensurb, nesta semana a empresa irá se encontrar com representantes da Prefeitura de Porto Alegre para buscar uma solução conjunta. Com as novas construções naquela região, o aumento da impermeabilização com o asfaltamento de ruas e aumento da precipitação pluviométrica nos últimos anos, uma solução estrutural deve realizada para a drenagem da região do DC Navegantes, evitando, assim, sobrecarga da asa de bombas da bacia rodoferroviária.