Diante dos recentes incêndios de dois ônibus e uma lotação nessa quarta-feira no bairro Santa Tereza, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) estuda maneiras de proteger a frota de Porto Alegre. Segundo o presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, somente neste ano foram queimados seis veículos. O custo médio de cada um é de R$ 1 milhão.
Cappellari adiantou que a situação tem gerado preocupação grande nas empresas. "Temos analisado alternativas e devemos conversar com a Secretaria Estadual de Segurança Pública para evitar novas ocorrências". Ainda não há data para o encontro.
O presidente da EPTC ressaltou ainda preocupação pelo fato de que ninguém foi punido pelos ataques aos ônibus neste ano. "O cidadão precisa ter consciência de que o custo por este prejuízo recairá sobre ele", explicou. Os ônibus não têm seguro.
Antes da abertura dos envelopes da segunda etapa do processo de licitação do transporte coletivo, diretores dos consórcios que atuam na Capital conversavam informalmente sobre a preocupação com os ataques aos veículos e possibilidade de retirar a frota da rua em caso de novas ocorrências.
EPTC estuda formas de evitar danos a ônibus
Seis coletivos foram queimados neste ano em Porto Alegre