Nesta segunda, por meio de Capellari, a EPTC detalhou quais itens compõem o preço da passagem da Capital. Um dos questionados pelo TCE foi quanto à utilização da média de rodagem da frota reserva das empresas. Para o diretor-presidente da EPTC, esses ônibus garantem qualidade ao serviço. “A EPTC admite o uso da frota reserva. Ela é fundamental para se manter a qualidade de serviço”, defendeu. “Não é uma frota que fica exclusivamente parada na garagem.”
Salário dos rodoviários representa 49% do valor da passagem
Capellari afirmou que torce para que a discussão não atrase o novo reajuste, previsto para fevereiro. “Temos um período, que é dentro da legislação, que trata agora do dissídio coletivo dos rodoviários, que pesa 49% na tarifa. Então, as empresas a partir do acerto coletivo dos salários dos rodoviários, protocolam o pedido. A partir disso, a EPTC dispara um processo de busca de valores dos insumos para que a gente possa finalizar o processo. Vamos aguardar a manifestação do TCE para ver se isso vai se manter”, explicou.
Apesar de definir como “muito claro” o estudo para a elaboração do novo preço da tarifa de ônibus, ele se mostrou aberto ao diálogo. “Vamos manter nossos critérios técnicos e aguardar a manifestação do Tribunal de Contas. Se houver a necessidade de algum ajuste, a EPTC está disposta a avaliar.”
TCE quer baixar valor da passagem e rodoviários já cogitam greve
Após emitir uma notificação na última semana do ano passado, o TCE quer verificar junto às empresas permissionárias e a prefeitura o cálculo tarifário com vistas à redução do preço da passagem de ônibus na Capital, caindo dos atuais R$ 2,85 para R$ 2,60.
Paralelo à essa discussão, os rodoviários de Porto Alegre oficializaram estado de greve, nesta segunda-feira. A categoria pede reajuste salarial de 30%, aumento no ticket alimentação e revisão do acordo coletivo.