A rígida fiscalização da Empresa Pública de Transporte e Circulação próximo a área do aeroporto Salgado Filho, que vem causando polêmica, é resultante de um convênio formalizado entre a EPTC e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que garante a intervenção municipal na área federal. O trabalho vem sendo realizado por até oito agentes, que trabalham no local sob a forma de ronda, com plantões também à noite. Além das 2.020 vagas pagas, são disponibilizadas aos usuários outros 140 pontos para estacionamento gratuito e 202 para embarque e desembarque. “Nossa intenção é disciplinar a circulação nas vias de entrada e saída do aeroporto, de modo a evitar que pessoas percam voos”, salientou o coordenador do Posto de Controle Avançado Região Norte da EPTC, Paulo Roberto Ramires.
Conforme ele, em 13 de outubro de 2009, quando do início das atividades naquela área, havia diversos carros estacionados irregularmente, muitos com os condutores dentro ou próximo dos veículos, e outros dirigindo e conversando ao celular. “A situação está bem melhor agora. Não temos foco exclusivo no estacionamento, mas também na prática de outras infrações, incluindo o desrespeito à faixa de segurança, o não uso do cinto de segurança e fazer uso do celular simultaneamente ao ato de dirigir”, explicou.
De acordo com Ramires, somente são autuados os veículos que permanecem em locais proibidos ou desrespeitam o Código de Trânsito Brasileiro. “Trabalhamos para garantir a fluidez do trânsito nas vias internas de acesso ao Salgado Filho”, enfatizou. Ramires afirmou que o efetivo a ser aplicado na fiscalização varia de acordo com a demanda de voos domésticos.
Os motoristas devem evitar de estacionar na rampa de acesso ao portão de embarque. Por outro lado, na descida é permitido. O difícil é achar uma vaga disponível. “Circulei pela área do aeroporto por cerca de 30 minutos até encontrar um espaço público para deixar meu Golf”, comentou a industriária Ágatha Vieira Paz, 37. Na sua avaliação, a Infraero deveria implantar um dispositivo luminoso, indicando os pontos onde é permitido estacionar. “É desagradável ter o carro guinchado”, disse. Ramires frisou que o combate às infrações não é uma prática arrecadatória, mas a forma encontrada de evitar congestionamentos nas vias de acesso ao Salgado Filho e punir os motoristas infratores.
EPTC garante que tolerância zero no Salgado Filho busca facilitar trânsito na região
Carros estacionados de forma irregular na área do aeroporto estão sendo multados e guinchados