Fazer a manutenção das paradas e dos corredores de ônibus em Porto Alegre tem gerado um alto investimento por parte da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Somente na limpeza das áreas, são R$ 720 mil anuais, por meio de um contrato com uma empresa terceirizada.
Mas o montante não é suficiente, já que há estragos provocados constantemente por vândalos ou até por ações do tempo. São R$ 120 mil anuais para manutenção e R$ 70 mil destinados aos reparos de danos feitos por meio de vandalismo.
Para o gerente mobiliário e de sinalização da EPTC, José Luiz Cafarate, a ação de vândalos segue como principal inimigo para manter as paradas de ônibus em bom estado. "Há pontos com iluminação, postes, medidores de energia e telhas. Não raro encontramos esses locais sem as estruturas", relatou.
Cafarate destacou que o vandalismo é mais evidente em paradas revestidas com painéis de policarbonato. Os pontos da zona Norte registram os maiores estragos. "Os corredores da Assis Brasil são os mais danificados", ressaltou o gerente.
A lavagem dos pontos é feita semestralmente. Após, os locais são pintados. No entanto, há casos que no dia seguinte ao procedimento as paradas são encontradas pichadas ou com grande volume de sujeira. "Tem quem não respeite o patrimônio público. Uma vez pintamos a III Perimetral e no dia seguinte havia uma pichação com a inscrição ''eu voltei''", citou. Sem contar os corredores e as perimetrais, Porto Alegre tem 5.480 paradas de ônibus. Do total, 4.091 possuem abrigos.
Os usuários devem se precaver para evitar acidentes. Segundo o gerente de Fiscalização de Transporte da EPTC, Carlos Pires, a maioria mantém um bom comportamento no embarque e no desembarque. Em 2009, foram registrados 1.262 atropelamentos, com 78 mortes. Pires afirmou que nos corredores as ocorrências não chegam a 1%.
EPTC gasta R$ 910 mil por ano para conservar paradas
Porto Alegre tem 5.480 paradas de ônibus; dessas, 4.091 possuem abrigos