O caso de um veículo de autoescola que andou por dois quilômetros com um homem sobre o capô, registrado nessa sexta-feira, foi comentado pelo diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari. Ele classificou a situação como absurda, mas esclareceu que a EPTC não pode investigar o caso, porque a infração não foi flagrada por um agente de fiscalização.
“Quando nós presenciamos uma situação tão absurda como a apresentada, vamos agir naturalmente, porque há vida em risco, ainda mais em um caso de veículo de autoescola, que deve ser um exemplo de conduta. Mas, infelizmente, nós não presenciamos o fato e infelizmente ocorreu isso em Porto Alegre”, disse.
O dono autoescola Atlântica disse que a empresa só vai se manifestar através de advogado, a partir de segunda-feira. O presidente do Sindicato dos CFCs de Porto Alegre, Edson Cunha, informou não ter elementos suficientes para comentar o ocorrido.
Conforme um usuário do Facebook, que gravou a cena, o carro andou por dois quilômetros com a pessoa sobre o capô. O internauta, que relata ser sobrinho do homem, postou o vídeo nas redes sociais contando que o tio “se jogou” sobre o veículo depois de uma divergência no trânsito.
Segundo essa versão, o motorista da autoescola teria tentado fugir depois de colidir contra o veículo do homem, que desceu para negociar o prejuízo. Já outro relato nas redes sociais, de uma passageira do carro da autoescola, dá conta de que o homem ameaçou o instrutor e os alunos.
EPTC não pode investigar caso de homem sobre capô de carro de autoescola, diz Cappellari
Empresa responsável pelo veículo deve se pronunciar a partir de segunda-feira