A manifestação ocorreu no começo da manhã, sem aviso prévio à Prefeitura e à população, e se estendeu até as 9h. A prestação do serviço só foi normalizada à tarde, após reunião de negociação com a Prefeitura. Apesar da queixa-crime registrada na tarde desta sexta, a Prefeitura se comprometeu a não cortar o ponto dos trabalhadores que aderiram ao movimento e também garantiu o pagamento dos salários dos servidores em dia.
Sobre as reivindicações, o prefeito em exercício, Sebastião Melo, disse que a categoria deve entrar com um processo no Ministério Público para obter o direito de não usar cinto de segurança – uma determinação do Código Brasileiro de Trânsito. Ele garantiu que não há possibilidade de a Carris deixar de operar as chamadas linhas radiais, entre as quais C1, C2, C3, além das linhas 510, 525, 353 e 343, um dos motivos apontados pelos trabalhadores para acusação de uma tentativa de privatização da empresa.
Outro ponto que gerou a paralisação, as demissões de funcionários, foram defendidas pelo prefeito, que informou que há registro de um trabalhador que faltou praticamente um ano inteiro, fazendo jus à demissão. Os rodoviários chegaram a um acordo para que outras demissões não ocorram.