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EPTC presta queixa contra servidores que impediram circulação de ônibus da Carris

Manifestação nesta sexta-feira afetou pelo menos 75 mil usuários

Manifestação ocorreu no começo da manhã e afetou pelo menos 75 mil usuários
Manifestação ocorreu no começo da manhã e afetou pelo menos 75 mil usuários Foto : Vinicius Roratto
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) registrou queixa-crime contra funcionários que impediram a circulação de ônibus da Carris na manhã desta sexta-feira. A empresa sustenta que a ação dos manifestantes impediu a prestação de serviço público essencial, prejudicando o deslocamento de cerca de 75 mil usuários de linhas da empresa. O objetivo é responsabilizar juridicamente cada um dos líderes da paralisação.

A manifestação ocorreu no começo da manhã, sem aviso prévio à Prefeitura e à população, e se estendeu até as 9h. A prestação do serviço só foi normalizada à tarde, após reunião de negociação com a Prefeitura. Apesar da queixa-crime registrada na tarde desta sexta, a Prefeitura se comprometeu a não cortar o ponto dos trabalhadores que aderiram ao movimento e também garantiu o pagamento dos salários dos servidores em dia.

Sobre as reivindicações, o prefeito em exercício, Sebastião Melo, disse que a categoria deve entrar com um processo no Ministério Público para obter o direito de não usar cinto de segurança – uma determinação do Código Brasileiro de Trânsito. Ele garantiu que não há possibilidade de a Carris deixar de operar as chamadas linhas radiais, entre as quais C1, C2, C3, além das linhas 510, 525, 353 e 343, um dos motivos apontados pelos trabalhadores para acusação de uma tentativa de privatização da empresa.

Outro ponto que gerou a paralisação, as demissões de funcionários, foram defendidas pelo prefeito, que informou que há registro de um trabalhador que faltou praticamente um ano inteiro, fazendo jus à demissão. Os rodoviários chegaram a um acordo para que outras demissões não ocorram.

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