Conforme o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, guinchos estarão a postos para retirar de circulação coletivos que trancarem avenidas e cruzamentos. Mais cedo, foram coletadas imagens de câmeras de vídeo da EPTC instaladas na cidade para identificar os funcionários da empresa pública Carris e das concessionárias STS, Conorte e Unibus envolvidos na manifestação. “A EPTC punirá as empresas e as empresas, depois de analisarem as imagens que remeteremos a elas, tomarão providências legais sobre os funcionários participantes no protesto”, explicou Cappellari. A EPTC cogita aumentar a frota para evitar transtornos aos usuários.
Às 7h, um grupo de rodoviários de Porto Alegre deflagrou a operação. Com isso, diversos ônibus trafegaram pelas ruas da Capital com velocidade inferior a 30 km/h. A manifestação ocorreu principalmente na área da avenida João Pessoa, mas acabou refletindo em vias adjacentes. Muitos passageiros optaram por descer dos veículos e seguir caminhando. A mobilização, que não tem apoio sindical, teve adesão de motoristas independentemente de empresa de transporte e linhas de ônibus.
O grupo reivindica um acordo que prevê melhorias nas condições de trabalho, redução de carga horária e um aumento salarial acima dos 7,5%, acertado em acordo. A assembleia realizada pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa), em 22 de janeiro deste ano, acabou em confusão. Em 24 de janeiro, dezenas de rodoviários protestaram em frente à sede da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP). Eles eram contrários ao acordo do Seopa sobre o acordo salarial da categoria.
Com informações do repórter Jimmy Azevedo