O levantamento apurou que um único cartão foi utilizado até 300 vezes em apenas um mês. “Este tipo de ação, uma fraude, sobrecarrega o sistema, pesa na tarifa, prejudicando a grande maioria dos usuários do transporte coletivo. Continuamos atentos para coibir estas atividades irregulares”, disse o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari.
Atualmente, de cada 100 passageiros dentro de um ônibus, 33 não pagam passagem. O pente-fino começou depois do polêmico pedido de reajuste na tarifa protocolado em fevereiro pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa), de 14,82%. Na ocasião, o Seopa informou que o conjunto de isenções é o grande responsável pela percentual solicitado.
No caso de irregularidades no uso das isenções, pode haver a cassação do benefício. Se for mau uso do TRI, o dono do cartão é chamado pela EPTC para conferir se houve algum furto, extravio do cartão, e, se constatada a irregularidade, é aberto um processo, encaminhado ao Ministério Público, com a possibilidade de apontamento do estelionato.