Ao propor aumento de 14,82% na tarifa, na última sexta-feira, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) garantiu que o conjunto de isenções é o grande responsável pela percentual solicitado. Conforme levantamento da EPTC, 32% das gratuidades são motivadas pela 2ª passagem sem custo, 26% devido à gratuidade aos idosos, 21% aos estudantes e 11% aos deficientes e acompanhantes. Além dessas, há ainda passe livre – um dia por mês - e isenção para rodoviários de Porto Alegre.
O presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Ênio Roberto dos Reis, afirma que a cada ano que passa aumenta o número de pessoas que não paga passagem. "Esse é o grande vilão do aumento inflacionário do preço da tarifa."
Cappellari disse que aguarda para esta semana a posição do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o modelo de reajuste adotado pela prefeitura para dar andamento ao procedimento que culmina com o aumento no preço da passagem. No TCE, o relator do processo, conselheiro Iradir Pietroski, ainda espera pelo parecer dos auditores para se pronunciar sobre a questão.
O impasse está na forma de cálculo para reajuste da tarifa: se pela frota total ou pela frota operante (apenas a que circula nas ruas). O TCE, segundo Pietroski, defende que seja pela frota operante. Segundo Cappellari, com base em legislação municipal o cálculo tem que ser feito com base na frota total. Sendo aprovada a proposta do Seopa, a passagem passará dos atuais R$ 2,85 para R$ 3,30.