De acordo com Laís Pereira Guterres, bióloga do Nema, as tartarugas resgatadas vivas estavam com condição corporal condizente com situação de saída do processo de hibernação, ou seja, magras, desidratadas e apresentando muitos epibiontes (cracas, algas e hidrozoários) no corpo. Ela explica que esse processo de hibernação ocorre devido às baixas temperaturas da água nesta época do ano, o que favorece a redução do metabolismo desses animais.
Em função disso, as tartarugas reduzem bastante suas atividades normais, ficam praticamente paradas no fundo do mar, só sobem para respirar e não se alimentam. Os animais que não sobreviveram também apresentavam a mesma condição corporal e devem ter morrido depois de sair da água.
Esse monitoramento realizado na beira da praia faz parte das atividades do Projeto Tartarugas no Mar, iniciado pelo Nema no mês passado, com patrocínio da Petrobras. O projeto tem como objetivo principal reduzir a mortalidade desses animais marinhos causada pela captura incidental na pesca no Sul do Brasil, a partir de ações integradas de pesquisa, gestão e envolvimento comunitário.