A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que, assim que a remoção for concluída, transportará os corpos para o município de Itaituba e os entregará a autoridades locais. As equipes da FAB chegaram cedo ao local, após um percurso de cerca de 20 quilômetros a pé. Os destroços foram achados com base nas informações de alguns garimpeiros, que ajudaram uma equipe terrestre.
O bimotor saiu de Indaiatuba em direção a Jacareacanga e desapareceu no dia 18 de março, após o último contato do piloto e a acusação dos radares. A aeronave levava funcionários da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde: as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, além do motorista Ari Lima e o piloto Luiz Feltrin. Eles iam substituir outro grupo que prestava serviço em uma aldeia Munduruku, na região.
Em dois dias de buscas, a FAB já havia sobrevoado toda a aérea estimada em que o avião poderia ter caído. O trajeto chegou a ser estendido, mas nenhuma pista foi encontrada. Além das buscas aéreas, participaram também voluntários, moradores de Jacareacanga, funcionários do Distrito Sanitário Indígena e membros da tribo Munduruku. As buscas foram prejudicadas pelas condições climáticas desfavoráveis de chuva e forte nevoeiro.