Geral

Equipes da Vigilância em Saúde enfrentam dificuldade para ter acesso aos focos de dengue

Moradores não autorizam pelo menos metade das visitas previstas para combater a doença

Metade das visitas previstas para combater a dengue não são autorizadas
Metade das visitas previstas para combater a dengue não são autorizadas Foto : Pedro Revillion
Após o feriado prolongado, as equipes de combate às endemias da Vigilância em Saúde, de Porto Alegre, retornaram as ações de prevenção à dengue e visitaram nesta segunda diversas residências. A principal dificuldade do serviço é conseguir a autorização para entrar nos prédios e casas. Em média, 50% das visitas previstas não são autorizadas, principalmente pelas casas estarem fechadas ou pela recusa do proprietário. Distribuídos em vários bairros, em especial os com maiores índices da presença de larvas e mosquitos Aedes aegypti, os agentes visitaram residências, condomínios e estabelecimentos comerciais identificando os possíveis focos de dengue, como os locais com água parada.

Uma das ações ocorreu no bairro Rio Branco. Segundo a supervisora Verônica Kellers, que acompanhou as agentes, as equipes são divididas em quarteirões. Nos imóveis, os profissionais buscam autorização para entrar no imóvel. Ela ressaltou que não ocorrem visitas sem a presença de um adulto. Para melhor identificação, os agentes utilizam uniforme e crachá. Mesmo assim, em dúvida, o morador pode entrar em contato pelo telefone da Prefeitura (156), confirmando os dados de identificação dos agentes.

Nas visitas, eles vistoriam as áreas externas dos prédios e das casas, como quintais e garagens. Após, realizam um levantamento sobre os possíveis focos de larvas. Os apontamentos feitos pelos agentes são anotados em uma ficha de visita, que fica com os responsáveis. Ela ressaltou ainda que são reforçados os principais cuidados que devem ser adotados para evitar pontos com água parada.

A supervisora destacou que nos pátios os principais problemas são relacionados aos ralos de água. O correto é que sejam colocadas telhas milimétricas junto aos ralos, para evitar que a água fique acumulada, ou a colocação semanal de água sanitária. Além disso, nos locais onde há água parada, os agentes retiram amostras para identificar a presença de larvas. Com a confirmação, o material é encaminhado para análise no laboratório da Secretaria Municipal de Saúde.