A pedido da Defesa Civil, dez profissionais de saúde visitam, na tarde desta quinta-feira, os moradores da Prainha do Paquetá, na zona rural de Canoas. Um pediatra, um cardiologista, um dentista e enfermeiros passarão de casa em casa para orientar as famílias, verificar a pressão e atender, dentro do possível, a necessidade dos cerca de 300 moradores, que continuam praticamente ilhados em função da cheia dos rios Jacuí e dos Sinos.
O nível das águas se estabilizou em 1,1 metro - 70 centímetros a mais que em dias comuns. A sujeira que se acumulou com a cheia ainda perturba os moradores. O mutirão de limpeza da Secretaria de Serviços Urbanos, previsto para esta semana, ainda depende de que as águas baixem.
Na avaliação do coordenador da Defesa Civil, Mauro Guedes, a comunidade da prainha permanece ilhada, já que nem todos os ônibus e fornecedores arriscam entrar na localidade. A Prefeitura também pediu kits de limpeza para o programa Mesa Brasil a fim de apoiar a comunidade.
Enquanto o mutirão não ocorre, a Vigilância Sanitária pede aos moradores que não deixem as crianças brincar na água. O rio alagou plantações de arroz, o que contaminou o curso com agrotóxicos, sem contar os dejetos de esgoto cloacal. Ainda assim, a reportagem da Guaíba flagrou, nessa manhã, um grupo de cinco crianças jogando redes de pesca no rio.
Equipes de saúde visitam Prainha do Paquetá nesta quinta, em Canoas
Moradores seguem praticamente ilhados pela cheia dos rios Jacuí e dos Sinos