"Em função das obras, o trânsito fica ainda mais lento no começo da manhã e no final do dia neste trecho", relatou o comerciante Jair Vondever, que tem seu mercado às margens da ERS 240. Para que os trabalhos sejam executados, bloqueios parciais são realizados na rodovia, com alternância entre a pista da direita e da esquerda, já que o acostamento e os retornos também estão recebendo recapeamento. “Estamos ampliando o traçado da rodovia retirando parte do canteiro central para melhorar o tráfego, no entanto, as filas e os congestionamento nunca terminarão com o semáforo localizado no início da 240. Para esta demanda nós vamos iniciar um estudo técnico a fim de avaliar uma alça de acesso à BR 116, ou mudança no atual viaduto que poderia retirar a sinaleira", explica o diretor da EGR, Luiz Carlos Bertottom.
Segundo o sargento da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Batistelo, que atua no posto da BR 116 próximo à rodovia, em toda a extensão da ERS 240, o maior problema é o acesso à 116, que recebe, em média, 30 mil veículos, sendo a maioria caminhões. “O que torna o tráfego ainda mais devagar, juntamente com a existência do semáforo”, salienta o policial.
Uma possibilidade de alívio para o fluxo da rodovia, que liga o Vale do Sinos ao Vale do Caí, seria a extensão da BR 448 até Estância Velha, ou ainda a finalização da quinta ponte sobre o Rio do Sinos, em São Leopoldo. “Assim os condutores teriam duas opções de caminhos, sendo a segunda por dentro da cidade, utilizando a avenida Thomas Edson”, complementa Batistelo. Além do trecho de São Leopoldo, a ERS 240 também recebeu melhorias de recuperação asfáltica na rótula de acesso ao município de Montenegro.