Mais famílias precisaram abandonar as casas em Novo Hamburgo nesta terça-feira devido à cheia do Rio dos Sinos. Às 7h, a medição feita pela Companhia Municipal de Saneamento de NH apontava que as águas chegaram a 7,50 m de altura, sendo que o nível normal é de 4 m. Desde a semana passada, as inundações afetaram cerca de 4 mil pessoas na cidade. Cerca de 300 moradores passaram a noite em três abrigos públicos — nos bairros Canudos, Kephas e Santo Afonso. Doações aos desabrigados podem ser encaminhadas à sede da Guarda Municipal (rua Bento Gonçalves, esquina com a rua Jahu). Agasalhos, sapatos, roupas de cama e alimentos são os itens mais procurados.
Com a estabilização do nível da água em Campo Bom, a tendência é de que o rio pare de subir durante o dia também em Novo Hamburgo. O alerta maior, agora, é para o escoamento em direção a São Leopoldo, onde a altura chegou a 5,80 m nesta manhã. Conforme a prefeitura, a alta causa preocupação na cidade até 24 horas depois do fim das chuvas. O bairro São Geraldo vem sofrendo os maiores prejuízos, mas todo o município é afetado por alagamentos, quedas de barrancos, muros e árvores — que também motivaram a retirada de famílias. Até o final da madrugada, cerca de 150 pessoas permaneciam em ginásios públicos do município. Os donativos mais necessários são colchões, cobertores, fraldas e produtos de higiene. Os materiais devem ser entregues no Ginásio Municipal Celso Morbach (avenida Dom João Becker, nº 313) ou no CRAS Nordeste (avenida. Mauá, 2141, no Bairro Santos Dumont).
Em Esteio, a madrugada foi relativamente calma, sem novos registros graves, mas grande parte da cidade segue inundada. O alerta persiste, já que as águas vão descendo em direção aos bairros São Sebastião, São José, Vila Ezequiel e Vila Rica. Cerca de 600 moradores ainda estão em oito abrigos públicos, do total de 1,5 mil atingidos nos últimos dias, segundo a prefeitura. O Ginásio Municipal Edgar Piccioni concentra as doações. Os itens de maior necessidade são produtos de limpeza e de higiene pessoal, alimentos não perecíveis e colchões.
Em Gravataí, cidade da Região Metropolitana mais castigada pelas chuvas entre domingo e segunda, mais de 9,5 mil pessoas foram afetadas. A situação vem se estabilizando desde a noite passada, quando 200 pessoas seguiam em quatro espaços públicos. O Ginásio Aldeião é o local destinado a receber doações, em especial de alimentos, roupas, cobertores e colchões. O nível do rio Gravataí chegou a 5,80 m nessa segunda-feira, marca que não era superada desde 1983. As chuvas alcançaram 392 milímetros na cidade, quase três vezes o previsto para o mês de julho.
Em Cachoeirinha, a prefeitura calcula que 380 pessoas estejam fora de casa, sendo que cerca de 130 foram abrigadas em ginásios públicos, desde ontem. O acesso de Porto Alegre à cidade pela avenida Assis Brasil segue interditado, enquanto a saída de Cachoeirinha está liberada.
Escoamento de rios mantém gaúchos fora de casa
Municípios da região Metropolitana recolhem doações para desabrigados