Para o diretor, o episódio pode ser atribuído a falta de profissionais na instituição. "Se tivéssemos um monitor ou orientador, acredito que nada disso aconteceria". Ele destacou a forma como o aluno adquiriu a arma - um revólver calibre 22. "O jovem disse ter comprado de um rapaz , usuário de drogas, na esquina do colégio. Ele pagou R$ 5", disse o diretor com base no depoimento que o aluno prestou na delegacia.
A responsável pela 28ª Coordenadoria Estadual de Educação (CRE) da região de Gravataí, que responde também por Viamão, Rose Mary de Freitas da Silva, admite a insuficiência do quadro de profissionais, mas garante que um monitor ou orientador não teria evitado o que aconteceu. Segundo ela, a Santa Isabel tem pouco mais de 400 alunos e conta com um sistema de segurança que muitas escolas da região não possuem, como uma instituição de Alvorada, que chega a contar com três mil estudantes e nunca registrou nenhum fato semelhante. "É uma situação
pontual e que merece atenção de toda sociedade", disse a coordenadora. Um fórum marcado para a próxima semana, na Câmara de Vereadores de Gravataí, deve discutir o tema com a participação de integrantes do Ministério Público, Brigada Militar e Secretaria de Segurança.
Em janeiro, outro incidente já havia sido registrado nessa mesma escola, em Viamão: o estudante José Édio da Silva Júnior, de 17 anos, foi morto por um vigilante, nos fundos do colégio. O autor do disparo alegou que Júnior e outros adolescentes invadiram a escola e atiraram contra ele. Na época, Nenhuma arma foi encontrada com o jovem.