As aulas na Escola de Ensino Fundamental Jardim Cascata, na zona Sul de Porto Alegre, serão retomadas amanhã. As atividades haviam sido suspensas por tempo indeterminado em virtude da ameaça à segurança dos profissionais. Uma professora teria sofrido uma agressão de um menino de 9 anos.
Na última quinta-feira pela manhã, o estudante da 3ª série perdeu mais um recreio por ter feito bagunça durante a sala de aula. Na volta do intervalo, o menino, conforme relatos dos colegas, teria jogado um caderno na professora. Ele também teria segurado com força o braço dela e, em seguida, dado um tapa no rosto da mulher. Ele foi mandado para casa, junto com um bilhete.
À tarde, a mãe, Cristina Ponciano da Silva, foi para o colégio pedir explicações. Ainda segundo os estudantes, ela teria dito que o filho ficaria suspenso, mas que a equipe da escola teria que “engolir o papel”.
Moradores afirmam que a mãe teria ido com os outros filhos, três adolescentes, para ameaçar as professoras, o que provocou o fechamento da escola por medidas de segurança. Outra criança, de 10 anos, conta que os outros dois irmãos, de 7 e 11 anos, também trazem problemas a todo o colégio.
Uma mãe, cuja identidade será preservada pela reportagem, contou que os três meninos agrediram os quatro filhos dela, mas que o Conselho Tutelar ou a Brigada Militar não foram chamados porque as professoras teriam medo da família.
Nesta manhã, houve um princípio de tumulto, porque as crianças e as mães foram para a frente da escola exigir um posicionamento da direção, que não compareceu ao local. Os moradores foram até a residência de Cristina Ponciano da Silva para tomar esclarecimentos por conta própria. A Brigada Militar foi acionada para evitar que ela fosse linchada.
Cristina negou que seu filho tivesse agredido a professora, e que ela tenha ameaçado a vice-diretora. Ela fala que irá procurar o Ministério Público, porque não quer tirar as crianças da escola, como foi sugerido pela 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) ontem à tarde.
O filho dela, suspeito de ter começado a confusão, diz que nada aconteceu, mas o irmão dele, de 11 anos, fala que quem contou que houve a agressão estaria “ralado”.
O secretário estadual da Educação, Ervino Deon, e o titular da 1ª CRE, Jandir Sordi, estão reunidos com o departamento jurídico da pasta para determinar que medidas de segurança serão tomadas para que a escola possa voltar a funcionar. A Brigada esteve pela manhã tomando depoimentos para confirmar as versões, tanto da comunidade quanto da mãe.
Escola na qual professora teria sido agredida retoma aulas amanhã
Mãe do aluno suspeito nega a agressão