Parte das escolas da rede pública estadual aderiram ao movimento de paralisação realizado pelos servidores de segurança pública em razão do parcelamento de salários. Em Porto Alegre, as principais instituições de ensino participaram do movimento.
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Nos colégios Ildefonso Gomes e Júlio de Castilhos, no bairro Santana, Protásio Alves, Emílio Massot e no Instituto de Educação General Flores da Cunha, as instituições de ensino amanheceram com os portões fechados. Dentro das escolas, apenas o serviço de vigilância. No Júlio de Castilhos uma viatura da Brigada Militar realizava a ronda.
Os servidores públicos estaduais, principalmente professores ligados a diversos sindicatos realizaram uma manifestação em frente ao Palácio Piratini, no Centro de Porto Alegre. Pelo menos 200 servidores protestavam na Praça da Matriz contra o parcelamento. A vice-presidente do Cpers/Sindicato, Solange Carvalho, disse que a divisão do pagamento dos salários é uma decisão do governador José Ivo Sartori e tem o objetivo de punir os servidores.
“As condições de trabalho dos servidores da saúde, da segurança e da educação são péssimas, e além disso, estamos sendo humilhados com o parcelamento de salários”, lamentou. Segundo Solange Carvalho, para atacar a categoria, o governo do Estado desvaloriza professores e funcionários de escola através do atraso e parcelamento de salários, além das ameaças constantes de retiradas de direitos dos educadores.
A vice-presidente do Cpers disse que além do protesto na Capital, os 42 núcleos do sindicato realizaram mobilizações no interior do Estado contra o parcelamento de salários e contra o governador José Ivo Sartori.
Já Érico Corrêa, integrante do Fórum dos Servidores Públicos, disse que o funcionalismo público não suporta mais a questão do parcelamento. “O governo economiza duas vezes ao não conceder o reajuste salarial e ao realizar o parcelamento de salários”. Segundo Corrêa, existem colegas que não têm dinheiro para suas despesas pessoais e muitos não estão conseguindo trabalhar. “As pessoas estão em uma situação de desespero. O momento é de indignação e raiva porque o servidor não merece este tratamento”, ressaltou.
Escolas da rede pública aderem à paralisação dos servidores da segurança
Professores realizaram uma manifestação em frente ao Palácio Piratini