Geral

Escolas estaduais ficam vazias no segundo dia da greve em Porto Alegre

Professores organizam reuniões para debater situação do ensino público

Colégio Estadual Júlio de Castilhos ficou praticamente vazio nesta terça-feira
Colégio Estadual Júlio de Castilhos ficou praticamente vazio nesta terça-feira Foto : Paulo Nunes
Quase 100% das escolas estaduais aderiram à greve do funcionalismo e cancelaram as aulas totalmente ou de forma parcial, segundo levantamento do Cpers/ Sindicato. Em Porto Alegre, apesar de a maioria das instituições estar aberta, não houve atividades. Grande parte dos professores fez reuniões para debater a situação do ensino público.

O Colégio Estadual Júlio de Castilhos, com 2,8 mil alunos e 170 professores, estava praticamente vazio nesta terça-feira, assim como no primeiro dia de greve na segunda. A instituição, que é um dos símbolos do Rio Grande do Sul, não recebe a verba para manutenção há dois meses, conforme a diretora, Fernanda Gaieski. A falta de recursos limita a compra de materiais de limpeza e pagamento das contas. Foi necessário um remanejo nos recursos para que o telefone não fosse cortado, por exemplo.

A contenção de gastos e falta de investimento na Educação está entre as reivindicações da categoria e é motivadora da greve, junto com outras demandas, além da contrariedade ao pacote de projetos enviados à Assembleia Legislativa e ao parcelamento de salários. Em 15 anos de serviço público, Fernanda disse que nunca viu uma situação tão grave. Os problemas têm sido explicados para os alunos, que apoiam o movimento grevista, conforme ela. Apesar de menos de dez professores terem ido trabalhar, os estudantes não compareceram para as aulas.

As portas do Colégio Estadual Protásio Alves estão abertas nesta terça, mas apenas o segurança recebia quem entrava para pedir informações. Até as luzes do saguão foram apagadas. A realidade das demais escolas é semelhante. Contudo, algumas ministram aulas com professores que não estavam em greve.