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Escolas incendiadas em Ijuí devem passar por reparos em outubro

Coordenadoria Regional de Educação faz levantamento dos estragos

Em dois meses, esta é a quinta vez que uma escola é atacada em Ijuí
Em dois meses, esta é a quinta vez que uma escola é atacada em Ijuí Foto : Cleon Frota / Especial CP
A 36ª Coordenadoria Regional de Educação da Secretaria Estadual da Educação (SES), com sede em Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul, está fazendo o levantamento dos estragos causados pelos incêndios ocorridos em escolas do município desde julho deste ano para estimar o quanto deve ser fornecido para recuperação. O último caso ocorreu na madrugada desta sexta-feira – a quinta ocorrência do tipo em dois meses.

Apenas a Escola Técnica Estadual 25 de Julho deve arcar com os valores, conforme a coordenadora adjunta Marlene Zimmermann. “A Escola Técnica 25 de Julho vai providenciar a própria pintura, porque os danos não foram tão graves. Mas para as demais, a Coordenadoria de Obras está concluindo um projeto para reestruturação física. Após a conclusão desse laudo, vamos verificar o que será necessário para realizar os reparos nas instituições”, afirma. Ela acredita que no decorrer do próximo mês os trabalhos estarão em andamento. “Serão obras de emergência. Pelo menos, apesar dos danos, as aulas foram retomadas com normalidade, e os professores e alunos estão com suas atividades normais nas escolas", ameniza.

Os incêndios são tratados como criminosos, de acordo com a Polícia Civil. “Existem três tipos de incêndio. Acidental, culposo - quando alguém, de forma negligente ocasionou o fato – ou intencional. E nesse caso, a hipótese mais provável é intencional, criminoso”, resume o delegado responsável pelo caso, Maurício Arlei Posselt. Ele prefere não falar muito sobre o inquérito para não atrapalhar as investigações, mas afirma que os casos podem ter ligações entre si. “O fato (desta madrugada) é similar aos demais, sempre à noite. Temos suspeitos, mas ainda estamos fazendo diligências”, sintetiza.

O delegado questionou, no entanto, o termo usado como motivação para os incêndios - que uma rixa entre grupos  adolescentes teria originado as ações. “A Polícia Civil nunca falou de rixas. Até porque não temos elementos concretos da autoria dos crimes, então não podemos afirmar uma coisa dessas”, afirmou. “Trabalhamos com a hipótese de que sejam jovens”, resume. A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e solicitou as imagens das câmeras de circuito interno de uma das escolas e dos estabelecimentos próximos aos locais para tentar identificar os autores.

Na madrugada desta sexta-feira, foi colocado fogo em uma lata de lixo que foi jogada contra a porta de entrada da Escola Municipal Amazonas. O princípio de incêndio logo foi contralado por vizinhos. De todas as instituições atingidas, a Escola Estadual São Geraldo, atacada duas vezes, foi uma das mais prejudicadas. A Escola Estadual Ruy Barbosa também teve grandes transtornos após o fogo ter atingido a biblioteca e a sala da direção.

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