Desta vez, foram as instituições da rede de ensino público estadual e municipal.
Em Porto Alegre a maior movimentação ocorreu no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, que é o maior da Capital, com quase três mil alunos. Na entrada, o clima era de agitação e euforia. Muitos reencontravam os colegas e confirmavam as turmas e salas de aulas. Para outros, marcava o começo de um novo ciclo. Ao todo, o Colégio tem 33 turmas de primeiro ano do ensino médio, sendo que a maioria são estudantes novos na escola. No primeiro dia de aula, Luciana de Siqueira Carvalho, de 15 anos, chegou acompanhada da avó Marlene Siqueira, que fez questão de estar presente com a neta. "A família é o nosso maior patrimônio e devemos compartilhar esse momento", comentou ela, lembrando que a neta ainda espera conseguir trocar de colégio nos próximos dias. "Moramos na Juca Batista, na zona Sul e queremos uma escola que ficasse mais perto, já que demoramos mais de 40 minutos para chegar até aqui. Mas por enquanto continuará aqui", disse ela.
O primeiro dia de aula também é marcado por muitos ajustes e pedidos. Na secretaria do Julinho, dezenas de alunos já pediram transferência de turma ou de turno. Segundo uma das vice-diretoras Marly Koltermann, neste
momento não se pode fazer muita coisa. "Recebemos os pedidos, mas temos que aguardar até haver os ajustes externos, como alunos que vão conseguir transferência para uma escola mais próxima ou de turma. Neste momento tudo ainda é adaptação", disse.
A fase de ajuste também ocorre em relação aos professores. O Julinho já começa o ano letivo com carência de no mínimo dois professores no turno da manhã, nas disciplinas de química e sociologia. A estimativa é de que as
vagas sejam preenchidas nos próximos dias pela Secretaria Estadual de Educação (SEC).