Na primeira etapa, a operação se dará com duas embarcações e a projeção é atender 4 mil passageiros/dia. As partidas serão do Armazém B-3 do Cais do Porto até o Centro de Guaíba, junto à Estação Rodoviária da cidade, onde ocorrerá o deslocamento inverso. A implementação do sistema atende a uma demanda da população que diariamente se desloca de um município para outro e reivindicava uma via alternativa de transporte.
No entanto, a divulgação não confirmada pela empresa, do custo da tarifa em torno de R$ 7,00, preocupa a viabilidade do novo transporte. O prefeito de Guaíba, Henrique Tavares, reconhece que a iniciativa é necessária, uma vez que diminuirá o tempo de trajeto, mas entende que com o valor anunciado o transporte não pode ser enquadrado como de massa. “É salgado demais para um trabalhador que ganha salário mínimo”, salientou.
No entendimento do prefeito, com esse valor será difícil competir com o atual sistema de transporte, cuja passagem sai por volta de R$ 6,50. Tavares aposta numa negociação tão logo o sistema entre em operação para baixar o valor. De acordo com ele, a empresa deverá fazer parceria com as empresas de ônibus das cidades envolvidas para viabilizar a tarifa integrada. “Aqui em Guaíba nós abriremos licitação para o transporte interno e queremos discutir uma forma e integrar as tarifas. Sabemos que a negociação é entre as empresas, mas vamos propor essa discussão”, destacou o prefeito.
Pelos dados que ele dispõe, entre 5 e 7 mil pessoas, moradoras de Guaíba, trabalham em Porto Alegre, um indicador positivo de que são clientes potenciais. Segundo a Metroplan, caberá ao operador do sistema estipular as tarifas de acordo com a planilha de custos. A empresa Viação Tapajós não se manifestou sobre a questão do preço.