O projeto considera uma tecnologia chamada “Metrô Leve”, com alimentação elétrica, apontada como a melhor escolha para atendimento da demanda da Capital. O prefeito reforçou que as tecnologias buscadas são as mais modernas que existem no mundo e que tudo será aplicado de forma a qualificar o transporte coletivo da cidade.
A primeira fase da linha do metrô, estimada em 15 quilômetros e 13 estações, passará pelas avenidas Assis Brasil, Brasiliano de Moraes, Benjamin Constant, Cairu, Farrapos, Borges de Medeiros, rua Voluntários da Pátria e Largo Glênio Peres. A operação da linha metrô atenderá diariamente um público médio de 300 mil passareiros. A proposta considera uma composição formada por 4 carros, transportando em média 270 pessoas em cada.
Serão 25 trens para a primeira fase, que deverá estar operando até 2018, conforme Fortunati. “Se tivermos a definição da modelagem nos próximos dias como esperamos, vamos começar a trabalhar imediatamente nos projetos e na licitação e até o final do primeiro semestre de 2013 as obras começam. Até 2017 ou 2018 Porto Alegre poderá contar com seu metrô”, afirma. O governador ressaltou que, além do trabalho técnico para que o metrô se tornasse uma realidade, as afinidades políticas também foram importantes durante o processo.
O projeto contará com a cooperação técnica do governo de São Paulo, responsável pela implantação e gestão desse tipo de transporte na capital do estado, onde o serviço é utilizado diariamente por 7,2 milhões de passageiros. A intenção é criar uma troca permanente de informações, buscando a experiência e os conhecimentos acumulados pelo governo paulista.
O metrô de Porto Alegre prevê um investimento de aproximadamente R$ 2,4 bilhões, onde estão incluídas todas as obras de infraestrutura necessárias para a completa operação. Estão previstos repasses do Orçamento Geral da União, investimentos privados, isenções de impostos estaduais e municipais e investimentos diretos da Prefeitura da Capital e Governo do Estado.