Tradicionalmente, os botos do rio Tramandaí ajudam os pescadores a identificar os pontos onde há concentração de tainhas. Em outras palavras, a sua presença significa a possibilidade de o sucesso da pesca ser maior. Com este conceito, surgiu um projeto piloto na praia, mas ao invés de ajudar pescadores, busca incentivar a separação de resíduos.
Até o momento são três lixeiras que estão distribuídas – sendo duas na beira mar de Tramandaí e uma em Nova Tramandaí – e que chamam a atenção pelo seu visual diferenciado. Construídas em concreto armado, as lixeiras representam botos saindo, ao invés do mar, da terra. E, acoplado, estão os cestos para o depósito de resíduos, seguindo a orientação orgânico e reciclável.
Pelo visual diferenciado, chamam a atenção de quem passa por elas. O projeto “Botos coloridos urbanos” busca fazer com que o mobiliário urbano esteja mais inserido no conceito paisagístico da cidade, como explica o arquiteto Gilberto Souza, mais conhecido como Beto. Ele conta que a instalação teve o apoio da prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e de Obras, e tem obtido bons resultados. “Toda a maneira de evitar que o lixo fique nas ruas é importante. Esse trabalho ajuda no recolhimento, sendo chamados tradicionalmente de ‘eco pontos’ e que neste projeto recebem o nome de ‘eco botos’, em referência aos animais”, ressaltou.
A iniciativa começou há seis meses, sendo que coube a Souza conceber a proposta e ao escultor Mário Savedra a construção das estruturas. “A proposta tem um viés ambiental e de conscientização grande, mas também não agride o visual da praia, ao contrário, se insere turisticamente”, detalhou.
Esculturas de botos indicam lixeiras em Tramandaí
Ideia foi inspirada na “ajuda” que animais prestam aos pescadores da região