A ação integrou as iniciativas relacionadas ao Dia Nacional de Luta contra a Hanseníase. No ano passado, foram identificados 32 mil novos casos da doença, sendo que destes, apenas 156 foram no Rio Grande do Sul. O baixo índice, porém, pode estar relacionado ao percentual pequeno de casos confirmados, explicou a responsável pela iniciativa, Letícia Eidt. Ela lembrou que, infelizmente, ainda existe muito preconceito em relação à doença e que isso acaba prejudicando o tratamento. “Assim como outras doenças, o diagnóstico precoce permite o tratamento adequado e menor risco de sequelas”, afirmou, além, de cessar a transmissão dos bacilos.
A hanseníase é uma doença provocada pelo bacilo de Hansen e que tem tratamento gratuito e cura. A dificuldade no diagnóstico é porque após de 2 a 10 anos do contágio surgem as alterações na pele e nos nervos. Além disso, atinge outros órgãos, como olhos, fígado e baço. De acordo com a gravidade e sem o tratamento correto, as sequelas são permanentes.
No início, explicou a dermatologista, a doença manifesta-se por manchas de aparecimento lento e progressivo em qualquer área do corpo. A principal característica, alertou ela, é a perda da sensibilidade ao calor, frio, dor ou ao tato. Outros sintomas são feridas indolores no corpo, sangramento, entupimento ou crostas no nariz.