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Especialistas mudam orientação para a mídia na divulgação de casos de suicídio

Aumento do número de pessoas que tiram a própria vida no Estado motiva preocupação

Entre as medidas de prevenção ao suicídio apontadas no debate "Prevenção ao suicído na mídia", realizado nesta sexta-feria, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, está a mudança na atitude da mídia ao divulgar o assunto. A estratégia de não veicular para evitar o aumento do número de casos não está funcionando, de acordo com os especialistas que participam do encontro na instituição, que tem um centro especializado para tratar do problema. O coordenador do Centro de Promoção da Vida e Prevenção ao Suicídio do Mãe de Deus, psiquiatra Ricardo Nogueira, afirma que o assunto deve ser publicado incluindo sempre informações dos sinais que indicam que alguém pode se matar.

O especialista explicou que para identificar um possível suicida é preciso ficar atento se a pessoa já pensou em se matar, se já tentou suicídio e se tem algum caso na família. Em média, são registrados três eventos desse tipo por dia no Estado. O número é superior ao de São Paulo, por exemplo. Em 2009, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde, foram 1.108 suicídios no Rio Grande do Sul. As estatísticas assustam as autoridades que alertam que os patamares alcançados apontam para uma epidemia.
 
Porto Alegre, Santa Rosa, Venâncio Aires, São Lourenço do Sul , Candelária e Santiago são cidades com altos índices. Entre as principais causas está o uso de drogas. A frequência maior, segundo especialistas, é entre jovens de 15 a 29 anos. A partir de novembro, será lançado um manual de prevenção ao suicídio e intensificadas ações em dezembro e janeiro, período de crescimento no número de casos.

Nos últimos meses, aumentou ainda mais o número de homens que matam companheiras e depois se suicidam e de caos de pessoas que assassinam os filhos e depois tiram sua própria vida.