O corte de R$ 43 milhões mensais em repasses da Secretaria Estadual da Saúde aos hospitais filantrópicos já reflete no aumento da fila de espera por consultas e cirurgias eletivas. Nas áreas de traumatologia, neurologia e oncologia, a demora no agendamento de cirurgias eletivas é de até oito meses. Conforme o presidente da Federação das Santas Casas, Francisco Ferrer, o tempo de espera por atendimento era de três a seis meses em média.
“As filas de espera já ultrapassam os 6, 8 meses face às circunstâncias do grau de endividamento e dificuldades na manutenção dos serviços com a celeridades necessária”, ressalta o gestor. Conforme a entidade, as instituições das regiões da Fronteira Oeste e Vale do Rio Pardo estão em situação mais grave.
O governo estadual ainda não quitou uma dívida de R$ 88 milhões em relação ao mês de maio em atendimentos pelo SUS. Já a dívida dos hospitais é superior a R$ 1,2 bilhão. Mais de uma dezena de hospitais anunciou a redução dos atendimentos eletivos desde o mês de maio.
Na última sexta-feira, o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Estado solicitou intervenção do Ministério Público no caso. O objetivo é que o MP ingresse com medidas jurídicas para forçar o Estado a repassar mais recursos para a área da saúde.
Espera para cirurgias eletivos aumenta, alerta Federação das Santas Casas
Espera por procedimentos eletivos pode demorar até oito meses