Até agora, a comunidade científica considerava que a vida animal apareceu na Terra entre 600 e 650 milhões de anos. Com esta descoberta, essa origem remontaria entre 100 e 150 milhões de anos antes. Segundo o estudo, estas minúsculas esponjas esféricas, do tamanho de um grão de pó e cheias de buracos que permitem a passagem da água, são nossos ancestrais mais distantes, assegurou Tony Prave, um dos coautores do estudo, da Universidade de St Andrew, da Escócia. "Se pegarmos a árvore genealógica e remontarmos até o que se chama grupo mãe, o ancestral de todos os animais, então, sim, esta seria nossa mãe comum", afirmou.
Segundo Prave, a descoberta de fósseis de 760 milhões de anos é coerente com a hipótese dos especialistas da genética, que trabalham no "relógio molecular". Trata-se de um método que permite determinar a idade de uma espécie comparando as variações de seu DNA com as de outras espécies vizinhas.