Atualmente, ao invés de ocupar o seu espaço ao lado da reprodução do poeta Mario Quintana, a estátua de bronze, com 1,9 metro de altura, feita pelos escultores Xico Stockinger e Eloisa Tregnago, está literalmente descansando. Drummond “está deitado” e coberto totalmente por uma lona preta no galpão da EPT, no Cais Mauá.
A estátua foi retirada, por motivo de segurança, pelos técnicos do Programa Monumenta, que é responsável pela obra de restauração da Praça da Alfândega. Havia risco de o monumento cair ou ser furtado, já que estava praticamente solto da base. Nas últimas semanas, com a Feira do Livro, muitas pessoas se encostaram na estátua uma delas tentando derrubá-la, fazendo com que sua sustentação ficasse frágil.
Assim, depois de retirada, foi solicitado a integrantes do galpão de Xico Stockinger que elaborassem outra maneira de fixá-la. Assim que o serviço for concluído, a estátua voltará para junto de Mario Quintana, na Alfândega. Ontem, o secretário municipal da Cultura, Sergius Gonzaga, chegou a brincar com a situação e disse que a polêmica em torno do assunto mostra a importância da escultura para os frequentadores da praça.
Essa não foi a primeira vez que uma polêmica envolveu a obra. Em 2007, o livro que Carlos Drummond de Andrade segura e que faz parte da escultura foi furtado. O conjunto das peças integra a obra “Monumento à Literatura”.