O município de Estância Velha, na região Metropolitana, registrou um caso suspeito de febre chikungunya (CHIKV). A paciente pode ter contraído o vírus em viagem à América Central e Caribe, uma das áreas de contágio da doença. O caso ainda não foi confirmado. O Brasil não faz parte da zona de contaminação e este seria o primeiro registrado no Rio Grande do Sul.
Por precaução, a Secretaria Municipal de Saúde desenvolverá, na próxima semana, ações no bairro Rincão dos Ilhéus, no raio de 300 metros da casa da paciente. A Vigilância em Saúde lembra que, em um raio de 50 metros do local, existem armadilhas para captura de mosquitos transmissores da dengue, também responsáveis pela transmissão da CHIKV.
Conforme a secretária de Saúde, Angela Marmitt, o caso suspeito não é razão para pânico entre a população pois, se houver a confirmação, o caso foi contraído longe do território brasileiro. “Estamos prestando todo o apoio à paciente e monitorando a situação. A comunidade pode ficar tranquila quanto a isso, pois o Brasil está fora da zona de contaminação”, explica. Além da América Central, países da África, Ásia e América do Norte costumam identificar a enfermidade.
A paciente teve suas amostras coletadas e analisadas pelo laboratório do Estado e está bem. Os exames foram levados para o Instituto Evandro Chagas, no Pará, onde também serão analisados por especialistas, mas os resultados devem chegar entre 30 e 40 dias. Os sintomas da febre são semelhantes aos da dengue, principalmente na fase aguda, quando podem ser constatadas febre alta, dor de cabeça, dor muscular (mialgia) e nas articulações (artralgia). O período médio de incubação da doença é de três a sete dias e não existe tratamento específico nem vacina disponível para prevenir a infecção por este vírus.
Estância Velha registra caso suspeito de febre chikungunya
A paciente pode ter sido contaminada em viagem à América Central e Caribe