Em razão da greve dos metroviários, as estações da Trensurb fecharam às 8h30min desta segunda-feira e os trens pararam de circular pela região Metropolitana e pelo Vale do Sinos. As operações só serão retomadas entre 17h30min e 20h30min, conforme anunciado ainda na semana passada.
Na Estação Mercado, no Centro Histórico de Porto Alegre, um cartaz informava à população sobre os horários de circulação. Apesar da paralisação ter sido informada pela categoria, algumas pessoas foram surpreendidas. Os seguranças permaneceram nas estações para orientar os que chegavam. A estudante Jenifer Bertoto, 21 anos, chegou à estação quando já estava começando a paralisação. Ela tinha uma entrevista de emprego marcada pela manhã. “Não estava sabendo que não teria trem nesse horário. Vou tentar pegar o último”, afirmou. Quem também não estava sabendo da paralisação era Carol Santos, 20 anos, que pega o trem quase todos os dias para o trabalho. “Realmente não sabia, mas esse é um direito deles, de se manifestar e cobrar algo melhor”, comentou.
A cozinheira Dorilda Amaral, 56 anos, já sabia como seria a sua manhã. Ela mora em Parobé e pega ônibus até Novo Hamburgo. Depois disso, utiliza o trem para chegar à capital gaúcha, seu destino final. “Eles (metroviários) já tinham avisado nos trens, na semana passada, que teria a paralisação. Me programei para conseguir chegar a Porto Alegre antes de parar”, contou. Dorilda apoia a greve dos metroviários. “Acho que, se é a única forma que eles têm de conseguir alguma coisa, tem que parar, eles também precisam de melhorias”, observou.
No mês de junho, foram transportadas pouco mais de 193 mil pessoas por dia pela Empresa de Trens Urbanos (Trensurb). No dia 21 de julho, quando houve paralisação do sistema e operação somente em horários de pico, foram transportadas somente 75 mil pessoas. A direção da Trensurb considerou “absolutamente injustificada a convocação de paralisação”, que recebeu na última semana do Sindimetô-RS.
Os metroviários pedem reposição salarial de acordo com a inflação, contratação de funcionários para a bilheteria, contratação de funcionários para a segurança, entre outras reivindicações. A Trensurb ofereceu reajuste salarial de 8,28%, um índice de 9,28% – IPCA acumulado de maio de 2015 a abril deste ano, mas não houve acordo.
Estações fecham e trens só voltam a circular no fim da tarde
Paralisação dos metroviários prejudica usuários da Trensurb