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Estado conclui edital do parque Assis Brasil em Esteio

Com 19 alterações, concorrência para novos usos da área deve ser entregue nesta sexta

Com 19 alterações, concorrência para novos usos do parque chega à Celic
Com 19 alterações, concorrência para novos usos do parque chega à Celic Foto : Mauro Schaefer / CP Memória
Após a inclusão de 19 itens recomendados por órgãos de controle, o edital da concorrência pública para uso da nova área do parque Assis Brasil, em Esteio, deve ser entregue nesta sexta-feira à Central de Licitações (Celic), que fará a análise final. As principais mudanças referem-se a requisitos e obrigações dos participantes. A estimativa da Secretaria de Agricultura é de que a publicação do edital ocorra na próxima semana. A disputa deve levar 45 dias.

Para participar, as empresas interessadas terão de comprovar experiência nos tipos de obras previstas. A Secretaria de Agricultura havia estabelecido um sistema de pontuação mínima para avaliar esses itens, mas a Cage sugeriu retirá-lo, tornando o edital menos restritivo. “Com as colaborações da Cage, houve o aprimoramento do processo no sentido de que seja ainda mais amplo e atrativo”, acredita o assessor jurídico da Seapa, Gildázio Saldanha Brum.

Outra mudança é a inclusão do período de dois anos para que a vencedora apresente um cronograma físico e financeiro do tempo de cada item previsto no edital. Se ele descumprir qualquer prazo, haverá multa em favor do Estado. Para a execução das obras, a empresa terá dez anos exceto a construção do dique definitivo do Arroio Esteio, a ser construído já no primeiro ano do contrato.

O valor mínimo da outorga será de R$ 82,2 mil. Ele será pago ao Estado a partir da instalação de cada um dos empreendimentos, proporcionalmente à área ocupada. O projeto prevê a construção de hotel, agroshopping e centro de eventos, para os quais a vencedora da concorrência terá de buscar investidores interessados. Além disso, segundo Brum, o Estado ganha devido à infraestrutura que será construída no local. “Ao final da concessão, que será pelo prazo de 25 anos, toda a área e o que tiver lá em cima de empreendimento retorna ao Estado”, afirma.

O que prevê o texto para o futuro


• Para participar da concorrência, as empresas precisam comprovar, por meio de atestados técnicos, que já realizaram serviços de terraplenagem, redes de esgoto, de água, elétrica e pavimentação asfáltica.

• Quem vencer a concorrência terá o prazo de dois anos para apresentar um cronograma das obras citadas acima, que depois terá seu andamento fiscalizado pelo governo, sob pena de multas.

• O valor mínimo para a outorga é de R$ 82,2 mil mensais para uma área de 23,79 hectares, que deverão ser pagos pela empresa ao Estado a partir da instalação de cada empreendimento.

• A avaliação da capacidade financeira segue o decreto 36.601/96.