A Europa se vê transtornada agora por uma nuvem de cinzas do vulcão Eyjafjallajökull na Islândia que obriga o fechamento do espaço aéreo de parte do continente, mas pouca gente recorda que o Rio Grande do Sul já foi atingido por chuva de cinzas vulcânicas. Foi no dia 21 de abril de 1993, quando os brasileiros foram às urnas decidir sobre forma e sistema de governo em plebiscito.
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As cinzas atingiram principalmente a Grande Porto Alegre, Missões, Vale do Taquari, Planalto Médio, Noroeste e Serra do Nordeste. No dia seguinte, o Correio do Povo circulou com a manchete “Cinzas vulcânicas cobrem o Estado”. As consequências não passaram de automóveis, telhados e árvores cobertos por fina camada de cinzas. O fenômeno se originou no vulcão Lascar, no Chile, com seu pico a 5.641 metros de altitude. Na região, predomina vento de Sudoeste que empurrou as partículas para o território argentino. As cinzas vulcânicas foram trazidas do Lascar por correntes de vento em elevada altitude chamadas de corrente de jato que levaram as partículas até Buenos Aires e outras regiões da América do Sul.
De acordo com a MetSul Meteorologia, o Estado não está livre de uma nova e raríssima chuva de cinzas vulcânicas no futuro.
Estado já foi atingido por cinzas vulcânicas
Assunto foi capa do Correio do Povo 17 anos atrás