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Estado notifica proprietários de navios atracados no porto da Capital

Empresas terão prazo de dez dias para retirar duas embarcações do local

Frota argentino está atracado no cais do porto desde 2 de março
Frota argentino está atracado no cais do porto desde 2 de março Foto : Divulgação / CP
A Superintendência de Portos e Hidrovias do Estado (SPH) deve notificar as empresas TRG Comércio de Metais, proprietária da embarcação Tacosul, e a Wilson Sons Agência Marítima Ltda, que responde pelo Navio Mercante Frota Argentina. O documento é para que as duas embarcações sejam retiradas da área do porto de Porto Alegre. As empresas terão que remover os navios do local em dez dias, a contar do recebimento da notificação. Já se passaram quase 40 dias do vencimento do prazo para o Tacosul e o Frota sairem da área onde foram acostados para receber manutenção.

De acordo com o superintendente da SPH, Vanderlan Vasconselos, a TRG solicitou 90 dias para que a embarcação ficasse atracada no Cais Navegantes até que fossem feitos os reparos necessários para que continue operando. "O prazo venceu no dia 11 de junho e o navio, depois de 38 dias, permanece no mesmo local, sem previsão para ser retirado", explica.

Já o Frota Argentina, navio de bandeira brasileira, chegou ao porto da Capital, carregado com sal, vindo do Rio Grande do Norte, para onde retornaria com arroz. No entanto, após inspeção de rotina, foram verificadas irregularidades, o que obrigou a permanecer atracado no Cais Mauá. "A atracação aconteceu na manhã de 2 de março, com previsão para ser retirado até o final do mês de junho, após as reformas necessárias", disse Vasconselos.

A medida, segundo o superintendente, deverá evitar que o porto enfrente problemas similares aos criados pelos navios paraguaios, interditados pela Marinha do Brasil, por não terem condições de segurança para navegação e permanecem há 14 anos atracados no local. "Precisamos tomar atitudes preventivas com relação a situações como esta".

O titular da SPH lembra ainda que a área do Cais Mauá está licitada e o Estado está em um processo de desocupação da área do Caís Maúa. "E o navio está atracado num ponto que logo precisará ser liberado para que o projeto seja executado", disse.


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