A Secretaria de Estadual de Obras Públicas (SOP) determinou à Metroplan que solicite ao Conselho Estadual de Transporte Metropolitano que retire o processo que prevê um reajuste de cerca de 5,88% na tarifa do transporte coletivo metropolitano e intermunicipal. "Queremos que o percentual do reajuste seja recalculado. Acreditamos que, com a desoneração da folha de pagamento do setor e a isenção de tributos federais para o transporte coletivo, anunciados pelo governo federal, haja uma diminuição significativa nesse número", destacou o secretário Luiz Carlos Busato. Ele estima reduzir o percentual para, no mínimo, a metade do índice proposto pela Associação dos Transportadores Intermunicipais de Passageiros (ATM).
"Temos que pensar que o benefício precisa chegar aos usuários do sistema", justificou. Na sexta-feira passada, o governo federal editou uma Medida Provisória (MP) zerando o imposto do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
No ano passado, o reajuste na região Metropolitana chegou a 6,28%. A composição do custo tarifário é baseada em rodagem, preço do combustível e do lubrificante, tributos, peças e acessórios, despesas administrativas, de manutenção e operação, entre outros itens. Antes de aprovada, a tarifa é avaliada pelo Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs).